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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Arte de Morrer – Budismo – Zen Budismo


A lenha se transforma em cinza.
A cinza não se transforma em lenha novamente.
Mas não devemos pensar que a cinza é depois e que a lenha é antes.
Saiba que a lenha tem a sua posição no darma*, de lenha, e assim, sendo lenha tem seu passado e seu futuro.
Embora tenha passado e futuro, atravessa passado e futuro.
A cinza está em sua posição do darma* de cinza e tem seu passado e futuro.
Assim como a lenha, depois de se tornar cinza, não volta a ser lenha novamente, da mesma maneira uma pessoa, após a morte, não volta à vida.
Por isso não dizemos que a vida se transforma em morte.
Este é o caminho estabelecido do Darma* de Buda.
Por esta razão é chamado de não nascido.
A morte não se torna vida.
Este é o estabelecido girar da roda do Darma* de Buda.
Por esta razão é chamado de não morto.
A vida tem o seu próprio tempo: começo, meio e fim.
A morte tem o seu próprio tempo: começo, meio e fim.
Por exemplo, é como inverno e primavera.
Não pensamos que o inverno se torna primavera.
Não dizemos que a primavera se transformou em verão.
(Shobogenzo Genjokoan de Mestre Eihei Dogen -1200-1253)
Budismo é uma tradição religiosa com inúmeras ordens e subordens, cujas interpretações e adaptações dos ensinamentos de Buda podem inclusive se contradizer.
Neste trabalho vou me dedicar especialmente ao Zen Budismo, tradição Soto Shu - ordem fundada no Japão pelo Mestre Eihei Dogen, no século XIII – conforme me foi ensinado e transmitido por meus mestres: de ordenação monástica nos Estados Unidos da America do Norte (Taizan Maezumi Roshi), de prática monástica no Mosteiro Feminino da Província de Aichi (Kakuzen Shundo Roshi) e mestre de transmissão do Darma (Yogo Suigan Roshi). Cada um de meus mestres e mestra pertencem a linhagens diferentes, embora todos sejam da mesma ordem monástica.
É importante salientar esses detalhes, pois o que vou escrever aqui reflete uma das inúmeras visões possíveis dentro da própria ordem monástica Soto Shu.
As questões que proponho levantar neste trabalho são as seguintes:
Quem ou o que somos nós, seres humanos?
O que entendemos por vida e o que entendemos por morte?
Precisamos nos preparar para morrer? Morrer é uma arte?
Precisamos nos preparar para viver?
A vida é uma arte?
Como sentimos a morte?
Como cuidamos de quem está morrendo/vivendo, de quem está vivendo/morrendo, de quem viveu, de quem morreu?
O que é a morte?
O que será que existe, ou o que se passa tanto no momento da morte como do pós morte?
Haverá outras vidas?
Há céu, inferno, purgatório?
Quem julga, condena, absolve, indica, escolhe para onde ir?
Há para onde ir?
Existe alma eterna? Ou tudo se aniquila com a morte?
Buda nega essas duas visões – tanto de uma alma eterna como a de que tudo se extingue com a morte.
Qual é esta terceira visão?
Por que orar?
Por que fazer cerimônias fúnebres, serviços memoriais?
Não será possível entrar em detalhes ou me aprofundar em cada um dos temas acima, mas me proponho a traçar algumas reflexões baseadas em textos e práticas comuns da minha tradição religiosa.
Feita esta introdução, volto ao texto inicial.
O autor desse texto, Mestre Eihei Dogen (lê-se Dooguen) é o fundador da ordem Soto Shu, no Japão, e tem sido reconhecido nos meios acadêmicos - tanto no Oriente como no Ocidente, como um importante religioso, filósofo, escritor e poeta. Mestre Dogen é um monge do século XIII, no Japão, e um revolucionário em sua época e, quem sabe, em todas as épocas.
A Iluminação não como prazer sensorial nem como algo que se possa falar sobre ou pensar sobre. Pois se pensarmos não atingiremos. Um estado de consciência extremamente sutil e profundo.
E é só através de acessarmos esta sutileza, clareza, profundidade que poderemos responder às nossas perguntas, que poderemos cessar as dúvidas e nos libertar.
Do que nos libertamos?
Das amarras do nascimento-morte.
Nos libertamos da vida-morte.
Pois penetramos o conhecimento de que tudo, a cada instante, está nascendo-morrendo e logo não há nascimento a ser desejado nem morte a ser rejeitada.
Mas, esse pensamento não é uma criação de Mestre Dogen. É uma releitura (religião = religare, relegere) dos ensinamentos clássicos, do fundador histórico do Budismo – Xaquiamuni Buda.
Buda, este nosso fundador, viveu na Índia. Era produto de sua época, mesmo que seus ensinamentos transcendam espaço e tempo. Nasceu Ksatrya, a casta dos guerreiros proprietários de terras. Era um jovem feliz, inteligente, culto, bom esportista, bom guerreiro, bonito, amado, casado, pai de um menino recém nascido.
Nada lhe faltava. Nem alimentos, nem amor, nem aprovação social. Poder-se-ia dizer que tinha tudo para ser completamente feliz. E era.
Mas também era curioso. Como viveriam as pessoas de outras castas, em outras circunstâncias que não a sua?
Fez, então, quatro excursões fora das áreas reservadas aos nobres e se surpreendeu encontrando a pobreza, a velhice, a doença e a morte.
Sim, a morte o surpreende e maravilha. Corpos cremados à beira do Rio Ganges, derretendo pele, corpos, ossos, sentimentos, sensações, alegrias, tristezas. E procurando respostas à inquietação que o assalta, segue o exemplo dos sadhus – os renunciantes – e renuncia a todas suas alegrias, prazeres, amores, ternuras.
Corta os longos cabelos – símbolo da casta – e assim, sendo um ninguém, um renunciante, um sem casta, adentra as montanhas. Encontra grandes mestres, pratica diligentemente, mas ainda não penetra a iluminação, a liberdade da sabedoria suprema.
Senta-se, então em Zazen. A meditação de todos e todas Budas.
Senta-se e percorre as encruzilhadas dos pensamentos, dos desejos, das aversões, das ansiedades, das aflições.
Percorre a própria mente.
Morre.
Morre para a idéia de um eu separado e único. Morre para as tentações dos prazeres sensoriais e das competições intelectuais. Morre para o mundano e atravessa o rio de nascimento e morte em grande tranqüilidade. Chega à margem de Nirvana, paz plena de conhecimento e compaixão.
Durante 49 anos ensinou a inúmeras criaturas o Caminho da Iluminação e da libertação. Todos que deveriam ser despertos assim o foram. E, no dia que hoje chamamos de 15 de fevereiro, entre duas árvores, fez seu último ensinamento e tranquilamente penetrou o Parinirvana. Não dizemos que Buda morreu. Buda não morre. Buda adentra o Nirvana final. A grande tranqüilidade.
Antes de silenciar disse a seus alunos e pessoas presentes
“Façam do Darma o seu mestre e eu viverei para sempre.”
Darma significa a Lei Verdadeira. O que move o céu e a terra, os pensamentos e as ações, a vida-morte.
Buda pediu a seus alunos e alunas que não se lamentassem pois o corpo é descartável, mas os ensinamentos da verdade não.
Seu corpo humano foi cremado e suas cinzas guardadas em várias urnas. As relíquias sagradas. Disputadas por vários reinos. Sentiam-se abençoados em ter os restos mortais de um Buda em suas terras. Traria bem aventurança, pois havia sido um grande renunciante, um santo, um sábio.
E foi este Buda Histórico, -Xaquiamuni Buda (em inglês Shakyamuni Buddha), quem disse: o ensinamento supremo é livre do nascer e do morrer.
A Índia, berço de inúmeras tradições religiosas, estava, na época de Buda, dividida em um sistema de castas rígido, o qual se baseava na crença em reencarnações.
Buda nega esse sistema e afirma:
Um brâmane não o é por nascimento, mas por suas palavras, gestos e pensamentos.
Contrariando a maneira tradicional indiana de compreender vida-morte, Buda nos deixa conceitos básicos de que tudo está interligado, interconectado numa teia de causas, condições, efeitos.
Nada surge por si só.
E tudo está incessantemente se transformando.
Somos essa transformação.
Em cada instante nascem e morrem células em nosso corpo.
No corpo Terra nascimento-morte é incessante. No corpo universo ou multiverso, pluriverso, também. É impossível cessar o movimento, a atividade.
Mas nós humanos temos a condição de compreender um pouco além de nós mesmos. Acessar a essa sabedoria é encontrar a libertação do ciclo de nascimento-velhice-doença-morte.
Libertar-se da morte é entrega e aceitação.
Isso não significa que as pessoas não devem procurar todos os meios de minimizar sofrimento e dor e tentar viver o mais tempo possível. Significa compreender que vida-morte são uma unidade.
Ora, o que é muito interessante ao ler os textos clássicos do Budismo (isso quero dizer os textos mais antigos e reconhecidos como autênticos) encontramos entre eles as chamadas lendas Jetavana, que seriam histórias das vidas anteriores de Buda. Vidas nas quais ele teria criado causas e condições propícias para vir a se tornar um Buda.
“Vida-morte é a vida de Buda.
Se você se apegar a um aspecto ou se rejeitar o outro perderá Buda.
Quando não houver nem apego nem aversão você é capaz de penetrar a mente-coração Buda pela primeira vez. Mas não avalie isto intelectualmente nem explique com palavras. Quando você transcende corpo-mente penetra no nível Buda. Buda age em você e você tendo fé em Buda, reconhece em si mesma (o) Buda liberta (o) dos sofrimentos de nascimento-morte, sem esforço, sem ansiedade.” (Mestre Zen Eihei Dogen, Soto Zen no Japão no século XIII)
A vida é um período em si mesma e a morte é um período em si mesma.
Assim como a cinza não volta a ser brasa, a morte não volta a ser vida.
Em cada instante perene e eterno vida-morte se manifestam em atividade incessante.
Quando a vida se manifesta tudo é vida. Existência absoluta, presente, passada e futura, começo, meio e fim. Assim sendo é chamada de não nascida – existência completa.
Cessação da vida também é existência absoluta e tem seu passado e seu futuro. Assim sendo destruição é chamada de não destruição.
A vida não se transforma em morte, da mesma maneira que a Primavera não se transforma em Verão.
A Primavera é um período em si mesma. O Verão um período em si mesmo.
Quando falamos vida tudo que existe é apenas vida.
Quando falamos em morte, tudo que existe é apenas morte.
Na vida somos vida, na morte somos morte. Sem desejar uma, sem odiar a outra.
Assim a Vida é um período, com princípio meio e fim. A Morte é um período tendo princípio, meio e fim.
Vida-morte é um continuum incessante de transformação sem uma entidade fixa ou permanente.
Mestre Dogen rejeita a idéia dualista de corpo e alma, assim como qualquer pensamento dualista é por ele rejeitado.
Buda também rejeitou a versão de uma alma permanente – conhecida no Budismo como a Heresia de Senika, cujas raízes estão nos Upanishads, texto hinduísta antigo – e também combateu a idéia que tudo terminaria com a morte, nada mais havendo – o nihilismo materialista.
Se acreditamos na Lei da Causalidade, as causas e condições de uma vida não se extinguem ao fim de uma vida.
Joan Stambaugh, professora catedrática de Filosofia no Hunter College da Universidade da Cidade de Nova Iorque, escreveu no capítulo Nascimento e Morte do seu livro Impermanência é Natureza Buda:
A questão se a alma continua a existir ou não após a morte pressupõe quenascimento é o princípio de um processo contínuo, vida, e que a morte é o fim. Se não aceitarmos este ponto de vista de que a vida é uma duração do tempo, iremos encontrar uma maneira diferente de questionar vida e morte.
Vida não é o princípio de um processo. Morte não é o fim do processo. Colocando de outra maneira, o “processo”, o que está acontecendo, é concebido de maneira errada. Na verdade, é suficiente dizer que é concebido, isto é, distorcido por nossa camada conceitual.
Mestre Dogen, no capítulo Shoji – Vida-Morte, de sua obra Shobogenzo escreveu:
A vida é contida na morte e a morte contida na vida. Ainda assim vida é vida e morte é morte. Isto quer dizer, esses elementos são independentes em si mesmos e ficam sós, sem requerer qualquer existência ou referencia fora de si mesmos.Pessoas comuns pensam da vida como algo assim como um carvalho (começa com uma semente, cresce e morre) e pensam na morte como algo que não mais se move. Entretanto, assim como o conceito de um carvalho se diferencia da árvore real, as idéias sobre a vida geralmente conflitam com a própria vida. Na compreensão verdadeira, a vida nunca é um obstáculo. A vida não é a primeira atividade e a morte a segunda. A vida não é relativa à morte, nem a morte à vida.
A relação (ou não-relação) de vida e morte tem a ver com estar presente
(viver ou morrer) na situação-darma*. Na situação deste átimo de segundo, deste instante, sem antes nem depois. Sendo o Tempo. Quando a compreensão vida-morte é desnudada dos conceitos de duração de tempo estaremos lidando com o ser tempo. Somos o tempo. Somos a vida. Somos a morte.
Cada ser humano é um agregado de cinco elementos: forma física, sensações, percepções, conexões mentais e vários níveis de consciência. A forma física é formada pelos cinco elementos, que constituem toda a vida do céu e da terra. Causas e condições propícias e uma forma se manifesta. Causas e condições se transformam e as formas se transformam.
A mente, os vários níveis de consciência, igualmente estão neste constante fluir dependendo de causas e condições.
Quando nasce uma criança fazemos uma celebração. Ritual de dar boas vindas. Em vários momentos da vida há rituais que marcam estágios da existência. No final da vida os rituais também são muito importantes e significativos.
A pessoa que está no final da vida, evidentemente, sabe que está no final. Nós somos a vida deste corpo-mente.
Entretanto podemos não nos aperceber por uma interpretação errônea de uma consciência chamada de intermediária, que transmite informações da consciência central - que tudo sabe, que tudo permeia, que tudo coordena, que tudo memoriza, chamada de alaya shiki ou consciência armazenadora - para a consciência que rege ou coordena as consciências relacionadas aos cinco órgãos dos sentidos.
Esse nível de consciência intermediária, que também leva informações dos órgãos dos sentidos para a consciência armazenadora, pode interpretar erroneamente as mensagens, causando assim distorções no sistema de compreensão.
Esse erro de interpretação pode causar muito sofrimento, dor e até mesmo idéias falsas de si mesmo, como a de considerar que temos em nós uma entidade eterna.
E a pessoa pode pensar que não está morrendo.
Então, o ritual correto é fazer ver ao moribundo que está morrendo. Não há nada a esconder nesse momento. Somos um processo em transformação.
Vida-morte é um processo incessante de transformação.
O ritual do fim da vida é importante. Para os que morrem, para os que vivem.
Fechamos um círculo. Para nós budistas esse círculo leva 49 dias após o óbito.
Morrer é como adentrar outra dimensão, como ir fazer uma viagem a lugares novos e desconhecidos. Ao mesmo tempo esses lugares são familiares. Conforme o carma – ações que deixam marcas, impressões na realidade – abrem-se mundos diversos para a pessoa que está deixando a vida. Podem ser universos de luz e alegria, podem ser de sofrimento e dor, podem ser campos, animais, plantas belíssimas ou cenários aterrorizadores. Nesse momento dizemos à pessoa que tudo surge de sua própria mente. Que não se atemorize. Que compreenda e, sem apegos e sem aversões, vá à luz infinita, liberte-se da vida e da morte.
Acreditamos que se houver o verdadeiro arrependimento por ações, palavras e pensamentos prejudiciais cometidos em qualquer época, os mundos de sofrimento e dor se transformam em esferas de harmonia.
Assim, o ritual de despedir-se é muito importante. Inclui o arrependimento e a entrega a Buda. É preciso terminar bem o livro desta vida. Livro com prefácio, vários capítulos e um final. Esse final é um outro começo, de outro livro, com outro título e outras inúmeras possibilidades.
Não é o mesmo livro, nem o mesmo personagem, mas outro livro.
Como ondas no mar.
Tudo é o oceano, que recebeu águas de inúmeros rios. Causas e condições formam ondas. Cada onda como se fosse uma existência. Cada uma interdepende da outra, mas não é a outra. Interligadas e ao mesmo tempo únicas. Transformando-se a todo instante. As causas e condições de uma onda se tornam efeitos em outras e assim por diante.
Mas cada uma tem começo, meio e fim.
Felizes os que conscientemente podem morrer.
Orando e agradecendo a vida. Abençoando e se despedindo com ternura dos que ficam. Entregando-se à experiência seguinte, sem apegos e sem aversões.
O filme traduzido ao Português como A Partida”, que recebeu o Oscar em 2009, chamado em Japonês de Okuri hito ou Okuribito – a pessoa que encaminha – é um filme muito interessante sobre os cuidados com o morto, com a morta, numa área rural ao norte do Japao. Não apenas um corpo, um lixo a ser descartado, saindo pelas portas dos fundos dos hospitais e das casas.
Mas um corpo sagrado, chamado de Hotoke – o mesmo que Buda.
Esse corpo sagrado, que viveu uma existência, precisa ser tamponado de forma cuidadosa e amorosa. O ritual feito em frente aos familiares, a troca de roupas, a maquiagem, o rosto voltando a ter a fisionomia corada da vida. A despedida, a cremação.
Na cerimônia religiosa budista, pode ser feito tanto no velório (chamado de O Tsuya – Noite do Orvalho) ou na própria cerimônia fúnebre, é entoado o poema do arrependimento:
Todo carma prejudicial alguma vez cometido por mim
Devido minha ganância, raiva e ignorância
Nascido de meu corpo, boca e mente
Agora, de tudo, me arrependo
Arrepender-se é transformar-se, é purificar-se. Depois do arrependimento é feito o refúgio nas Três Jóias, os Três Tesouros budistas: Buda, Darma e Sanga.
Buda, o ser iluminado, a sabedoria suprema.
Darma, a Lei verdadeira, a Verdade Superior.
Sanga, a comunidade em harmonia.
Um não existe sem o outro. Nessa trindade confiamos e a essa trindade retornamos e nos entregamos, na certeza que nos acolhe e protege.
Assim, os mortos são encaminhados e sempre rezados, até 49 dias, quando acreditamos completar um ciclo vida-morte.
Se o budismo tibetano fala de 49 bardos, 49 estágios intermediários apos a morte, o budismo japonês também fala de 49 dias de transmigração, de passagem, encerramento de um ciclo vida-morte. Assim sendo, uma vida poderia ter durado um dia ou cem anos, mas o período morte corresponderia sempre a apenas 49 dias humanos. Após 49 dias a morte deixa de ser, a morte morre.
Quando a morte termina, a vida começa. Mas não a mesma vida, nem a mesma morte. Nada jamais se repete.
No Japão, continuamos orando depois desses quarenta e nove dias. As cerimônias são de cem dias, um ano, três anos, cinco anos, sete anos, treze anos, dezessete anos, vinte e três anos, vinte e cinco anos e assim por diante até os cinqüenta anos do falecimento. Se a família se manteve unida por cinqüenta anos, orando por um ancestral, dizemos e que esse/a ancestral se tornou um anjo/a da guarda e que protegerá seus/suas descendentes.
Preparar-se para a morte é preparar-se para a vida. É estar pronta a cada instante, fazendo o melhor de si a cada momento. Pois nunca sabemos quando e onde as causas e condições que tornam possível nossa vida serão rompidas.
Aos que se vão abruptamente agradecemos a vida que compartilharam, quer tenha sido de um dia, de meses, ou de muitos anos.
E que possam seguir em paz, tranqüilidade, e que nós, que aqui ficamos, completaremos o que tenha de ser completado na ternura e no cuidado do amor que desconhece fronteiras.
Todo o processo de finalização da vida é murmurado, orado, abençoando e invocam-se a presença, a luz, a serenidade dos seres sábios, iluminados e benfazejos - Budas e Bodisatvas – para que mostrem o Caminho da Luz Infinita.
Sem medo e sem expectativas fantásticas.
Não há exclusões ou discriminações – os serviços religiosos são feitos para qualquer pessoa, quer sua morte tenha sido provocada intencionalmente ou não. Isso inclui suicidas, assassinatos, acidentados, abortos, além da morte natural por velhice ou doença.
Em vida, vivemos. Somos a vida.
Quando a morte chega, penetramos a morte. Somos a morte.
Budismo interpreta a existência humana como vida-morte e não apenas como algo que vai morrer. Assim vida e morte não estão em oposição. A morte não precisa ser vencida, superada. Mas, a libertação é do nascimento-morte ao invés de ser uma conquista da morte. O objetivo não é a imortalidade e a vida eterna através da conquista a morte, mas o não nascido e o não morto - estado de nirvana realizado diretamente e através da vida-morte pela libertação da própria vida-morte. Este é o ponto fundamental.
Nesta perspectiva há uma completa e pura realização liberta de qualquer antropocentrismo. Todos os seres são a entidade integrada da natureza Buda. Quando Xaquiamuni Buda teve sua experiência mística, a libertação da vida-morte, exclamou:
Eu, a grande Terra e todos os seres juntos, simultaneamente, nos tornamos o Caminho.
Este estado de não dualidade, de integridade é que o monge vietnamita Thich Nath Hahn, fundador de Plum Village, na França, chama de interser. Intersomos. Tudo existe em um processo incessante de surgir e desaparecer. Todos interligados, interconectados a todos, na grande web, teia, rede da existência.
Vida-morte são em si mesmo Nirvana.
Sem vida a ser desejada sem morte a ser rejeitada.
(Nirvana é a grande paz sábia, grande tranqüilidade, o extinguir das aflições e das dúvidas – é o estado de libertação de todos os Budas, de todas as Budas).
Que possamos todos nos tornar o Caminho Iluminado.
Apreciando a vida-morte.
Maha Prajna Paramita (Grande Sabedoria Completa).
* Darma de Buda – se refere aos ensinamentos de Buda. Darma com letra maiúscula sempre se refere à Verdade Suprema. Darma com letra minúscula (sua posição no darma) significa todo e qualquer fenômeno.
BIBLIOGRAFIA
Dogen, Eihei – Shobogenzo
Abe, Masao – A Study of Dogen, his Philosophy and Religion – State of New York University Press, Albany US 1992
Buda Xaquiamuni – Breve Parnirvana Sutra
Stambaugh, Joan – Impermanence is Buddha Nature – University of Hawaii Press – Honolulu - 1990

O Rio e o Oceano - OSHO


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!

Osho

A Importância de Ser Você Mesmo - Osho


Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre:
- Pôr que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Pôr que estou me sentindo assustado agora?

O Mestre falou:
- Espere. Quando todos tiverem partido, eu responderei.
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
- Agora você pode me responder pôr que me sinto inferior?
O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
- Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior:
- Pôr que me sinto inferior diante de você? Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.
O samurai então argumentou

E o Mestre replicou:
Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer outro, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.

Simplesmente olhe à sua volta.Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único.Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença.
Tudo é expressão igual de vida!
Extraído do Livro Cipreste no Jardim do Osho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Pai Nosso e as Glândulas Endócrinas


O Pai Nosso e as Glândulas Endócrinas


Para Edgar Cayce, a ação sobre o sistema glandular é o caminho para se obter a cura ou a
enfermidade.

"A escolha depende de como agimos para influenciar as glândulas."

De acordo com Edgard Cayce, as glândulas endócrinas são o ponto de contato entre os nossos três corpos. São nelas que se encarnam o espírito e a alma, e é através delas que se atua no corpo físico. Portanto, a cura se inicia no sistema glandular. Segundo Cayce, o sistema glandular é a fonte de todas as atividades humanas, de todas as disposições, de todos os temperamentos e da diversidade das naturezas e das raças.

O medo, a cólera, a alegria, quaisquer das energias emocionais estão relacionadas com as glândulas endócrinas, pois as mesmas produzem secreções hormonais que se expandem dentro do org anismo. Os olhos, o nariz, o cérebro, a traquéia, os brônquios, os pulmões, o fígado, o baço, o pâncreas, não podem funcionar de forma isolada, mas podem renovar-se dentro do conjunto das funções glandulares.

Talvez seja neste ponto que o sistema endócrino seja influenciado pelas atividades da alma e épor este caminho que se encontra o dom do Criador.

As glându las estão relacionadas com a renovação das células, com a degeneração e com o rejuvenescimento, não só da energia física, mas também da energia do corpo mental e do corpo espiritual.

É atravé
 s dessas minicentrais de energia que nosso corpo físico recebe a cura ou a enfermidade. Nossas atitudes mentais não são alheias às nossas atitudes físicas – tais como o nosso falar, o nosso tom de voz, a nossa forma de olhar –, pois todas as glândulas endócrinas estão atuando sobre nosso sistema sensorial.


Quan
do Cayce fala sobre como essas glândulas orquestram todas as atividades do corpo físico – sua forma, suas manifestações, suas percepções –, ele também comenta a respeito dos centros glandulares maiores, ou seja, aquelas glândulas que secretam hormônios como a pineal, a pituitária, o timo, a tireóide, as supra-renais e as gônadas masculinas e femininas.


Existem outras glândulas no organismo, mas correspondem ao que a tradição hindu chama de chacras, que são as chaves da personalidade humana. Cada uma das glândulas corresponde a uma função precisa, a uma vibração colorida, a um elemento da Terra, a um signo astrológico e a uma influência de um planeta.


A 'pituitária' é a glândula mais alta do corpo; está relacionada com a luz e se desenvolve no 'silêncio'.


A 'glândula pineal' é o ponto inicial para a 'construção do embrião' no ventre da mãe.


A 'tireóide' entra em ação quando se deve tomar uma 'decisão e agir'.


O 'timo' corresponde ao 'coração'.


As ' supra-renais' são o nosso 'centro emocional' e atuam sobre o 'plexo solar'.


As 'gônadas' são 'os motores' do corpo físico.


Edgard Cayce também explica que, por exemplo, todas as glândulas estão envolvidas no sentimento de cólera.


Uma pessoa que está amamentando, tomada por algum estado de cólera, afetará suas glândulas mamárias, e o bebê vai sentir perturbação em suas glândulas digestivas. A reação principal se produz nas glândulas supra-renais.


Cayce estima que as enfermidades chegam ao corpo físico através dos venenos segregados nos centros glandulares pelas atitudes negativas.


E, no sentido contrário, seria possível encontrar a cura trabalhando-se de uma forma positiva, por meio da meditação.


Por exemplo, por meio da oração Pai-Nosso – que encontra correspondência nos centros glandulares.


A oração de forma meditativa pode ter um efeito dinamizante sobre as glândulas; é uma busca para compreender como atua a Força Criadora de Deus sobre o corpo.


A 'pituitária' corresponde à palavra 'Céu';

A 'pineal' corresponde à palavra 'Nome';

A 'tireóide' corresponde à palavra 'Vontade';

O 'timo' corresponde a 'Mal';

O 'plexo solar' corresponde à palavra 'Ofensas';

A 'região do sacro', com as células de Leyden, corresponde à palavra 'Tentação';

As 'Gônadas' correspondem à palavra 'Pão'.


Assim, teríamos a 'correspondência entre os versos do 'Pai-Nosso' e as principais 'glândulas endócrinas', segundo Edgar Cayce:


'Pai-Nosso que estais no Céu' – abre a pituitária (glândula-mestra do corpo);
 

'Santificado seja Vosso Nome' – abre a glândula pineal;
'Venha a nós o Vosso Reino' – abre a tireóide;

'Seja Feita a Vossa Vontade, assim na Terra' – abre o
 timo;

'Como no Céu' – abre a tireóide;

'O pão nosso de cada dia nos dai hoje' – abre as gônadas (glândulas sexuais masculinas e femininas);


'Perdoai-nos nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam' – abre as supra-renais;

'E não nos deixeis cair em tentação' – abre as células Leyden (ou glândulas de Leydig, que não são verdadeiramente glândulas, mas sim um conjunto de células secretoras de hormônios, localizadas abaixo do umbigo e por cima das gônadas);

'Mas livrai-nos do Mal' – abre o timo;

'Pois é Vosso o Reino' – abre a tireóide;

'O Poder' – abre a glândula pineal;

'E a Glória' – abre a pituitária.

Edgard Cayce

Conhecido também como o “profeta adormecido”, Edgar Cayce (1877-1945) é tido como um dos maiores médiuns de todos os tempos, capaz de realizar previsões que, segundo alguns, superam as profecias de Nostradamus. Cayce era capaz de entrar num estado alterado de consciência, ou sessões que ele chamava de “leituras”, nas quais conseguia diagnosticar com certa precisão as doenças das pessoas que o procuravam, inclusive fornecendo os nomes dos medicamentos que iriam ajudá-las.
Posteriormente, passou a fazer uma série de leituras referentes ao passado e ao futuro da humanidade, falando sobre a construção da pirâmide de Gizé, sobre a suposta existência da Atlântida e relacionando-a a uma descoberta a ser feita no Caribe. Muitos estudiosos associam essa profecia à descoberta de ruínas submersas em Bimini, no sul da Flórida. Também foi dele a profecia de que um grande terremoto iria atingir a Califórnia. Cayce ainda falou de uma série de catástrofes atingindo os Estados Unidos, inclusive Nova York, que seria destruída. Uma parte do Japão seria inundada pelo mar.
Só sobre a Atlântida, Cayce realizou cerca de 2.500 leituras, com tal riqueza de detalhes que suscitou uma nova onda de interesse pelo continente perdido.

Por Helena Gerenstadt
Fonte: Sexto Sentido

  
Léa Cristina Ximenes
Facilitadora Universalista
E-mail: ximenes.andrade@gmail.com
Skype: lea.seraphisbey
Veja o Pai Nosso em Aramaico em:
Veja tambem o Significado dessa linda oração em:

Novena Para Abundância Divina





1 - Reserve um tempo para, a cada dia, fazer chama violeta.
Você pode fazer os decretos de chama violeta em qualquer lugar, a qualquer momento - em seu carro, enquanto cumpre as rotinas diárias ou antes de ir para a cama.
Na verdade, simplesmente repetindo um mantra de chama violeta cada vez que você se sente tenso, cansado ou irritado pode fazer a diferença.
Mas você obterá os maiores benefícios da chama violeta se você reservar no mínimo quinze minutos por dia para decretar sem interrupção.
É melhor decretar num lugar dedicado ao trabalho espiritual, como uma capela ou um cômodo bem iluminado, limpo e arejado.
Pouca luz, poeira, desordem e ar confinado impedem a fluência da energia espiritual.
No seu altar você pode pôr velas, cristais, flores e fotografias de santos, Mestres Ascensos e de seus entes queridos.


2. Comece sua sessão de chama violeta com uma oração.
Antes de começar seus decretos, faça uma oração, ou invocação, pedindo aos Mestres Ascensos, anjos e elementais para virem e ajudá-lo.
Os elementais são os espíritos da natureza - do fogo, do ar, da água e da terra - que são responsáveis por cuidar do nosso planeta.
Os elementais que representam o elemento fogo são chamados salamandras; os que representam o elemento ar, sílfides; os que representam o elemento água, ondinas; os que representam o elemento terra, gnomos.
Eles ficam muito alegres por poder ajudar-nos a limpar tanto nossas auras como nosso planeta com a chama violeta.


3. Invoque proteção antes de começar a usar a chama violeta.
Os Mestres ensinam que quando você traz mais luz, a escuridão é atraída por ela, como por um magneto.
Assim você precisa selar sua aura com a energia protetora branca e azul.
Uma das melhores maneiras de fazer isso é invocando o tubo de luz e a proteção do Arcanjo Miguel, escritas mas acima.
Faça seu decreto do tubo de luz pela manhã e repita-o, se necessário, pelo dia afora.
Enquanto você faz o decreto, visualize a deslumbrante luz branca de sua Presença do EU SOU, A Presença de Deus sobre você, formando uma impenetrável parede de luz à sua volta.
Sua prece ao Arcanjo Miguel pode ser tão simples como "Arcanjo Miguel, ajuda-me! Ajuda-me! Ajuda-me!"
Como Arcanjo do primeiro raio, o Arcanjo Miguel corporifica as qualidades da fé, proteção, perfeição e a vontade de Deus..
Então faça seus decretos com alegria e gosto e saiba que quando você chama o Arcanjo Miguel e suas legiões de anjos, eles estarão imediatamente ao seu lado.


4. Comece seu decreto de chama violeta com um preâmbulo.
O preâmbulo para o decreto é como um convite.
Nele amorosamente pedimos ajuda e direção aos seres da chama violeta - Mestres Ascensos e anjos.
Geralmente começamos nossos decretos dizendo:
"Em nome da amada, poderosa e vitoriosa Presença de Deus EU SOU em mim e do meu amado Santo Cristo Pessoal" - e incluímos nossos Mestres e santos favoritos.
Nossa conexão com eles é através da nossa Presença do EU SOU e Santo Cristo Pessoal.
A Presença do EU SOU é a nossa permanente e perfeita Presença Divina.
O Santo Cristo Pessoal é o nosso Ser Superior e instrutor interno que inicia e guia nossa alma no seu caminho para a união com Deus.
Eis um preâmbulo que você pode usar e acrescentar:
Em nome da minha amada, poderosa e vitoriosa Presença de Deus EU SOU em mim e meu próprio Santo Cristo Pessoal, eu invoco o amado Saint Germain e os anjos do sétimo raio.
Eu peço que (faça aqui seus(s) pedido (s).....................................
Peço que meu chamado seja multiplicado e usado para assistir a todas as almas neste planeta que estejam necessitadas.
Agradeço-vos e aceito que isso se faça nesta hora com pleno poder, de acordo com a vontade de Deus.


5. Faça o decreto devagar, para começar, depois acelere ao fazer mais repetições do decreto.
A primeira vez que você faz um decreto, você vai querer repeti-lo devagar e pausadamente.
Impregne cada palavra com um intenso amor por Deus.
Há um grande poder em fazer um decreto devagar.
Mas há um poder diferente que vem conforme gradualmente você aumenta a velocidade e o volume do decreto.
Mark Prophet costumava comparar esta aceleração a um trem.
Começa com "chug...chug", logo vai indo "chug-a-chug-a" e então "chug-chug-chug-chug!"
Quanto mais depressa vai , maior a ação.
Conforme você aumenta a velocidade dos seus decretos, você vai achar que eles são mais eficazes em elevar sua vibração.
O aumento de velocidade não deveria ser artificial.
Você deveria senti-lo como natural, o decreto quase que se acelera por si mesmo.
Se você experimentar qualquer dos tapes Save the World with Violet Flame (Salve o Mundo com Chama Violeta), você ouvirá a maneira correta de aumentar a sua velocidade.


6. Utilize visualizações para auxiliar seu trabalho espiritual.
A maioria das pessoas não vê a chama violeta em ação com seus olhos físicos.
Mas quando você fecha os olhos e se concentra no centro de energia entre as sobrancelhas, você pode algumas vezes "ver" a chama violeta em ação com seu olho interno.
Para as pessoas que desenvolveram sua visão espiritual, a chama violeta parece fogo, em cores escalonadas, do índigo escuro e ametista brilhante ao violeta rosado.
Você pode ver essas chamas queimando através dos escombros cármicos.
Às vezes, ajuda imaginar esses escombros como nacos de madeira ou nacos de alcatrão desprendendo-se de seu cinturão eletrônico e crepitando na chama.
Eles saltam e tombam, e depois desaparecem numa lufada de fumaça branca.
Quando você tiver memorizado alguns decretos de chama violeta, você poderá fechar os olhos e tentar as seguintes visualizações.
Visualizações: Um Pilar de Chama Violeta.
Quando você invocar a chama violeta, você pode visualizar-se envolto num pilar de chama violeta de seis pés de diâmetro por nove pés de altura (1,80 e 2,70 m, aproximadamente).
Ele pode estender-se desde abaixo dos seus pés até acima do topo da sua cabeça.
Veja a chama violeta ganhando vida, como se você estivesse olhando um filme.
As chamas erguem-se e pulsam à sua volta em diferentes tons de púrpura, rosa e violeta.
Em torno deste pilar de chama violeta, você pode ver o seu tubo de luz, e mesmo um pilar maior de luz branca que protege e sela a chama violeta.
Mantenha esta visualização em mente enquanto estiver decretando, e durante todo o dia. Cada vez que pensar nela, estará reforçando esta imagem.

Curando pelas Rodopiantes Esferas de Chama Violeta
Esta visualização pode ajudar a curar seus quatro corpos inferiores.
Conforme você faz um decreto de chama violeta, imagine uma grande esfera de luz violeta formada à sua volta.
Conforme você acelera o decreto, veja a esfera começando a rodopiar como uma lona rodopiante num parque de diversões.
Veja-a rodando mais e mais rápido.
Esta visualização incrementa a chama violeta e acelera a vibração de suas células, átomos e elétrons.
A seguir veja esferas menores de chama violeta superpostas a cada órgão do seu corpo.
Veja a ação das esferas de chama violeta removendo qualquer escuridão que possa ser a base para doença e consumindo-a instantaneamente.
Então veja a chama violeta tornando perfeitos os seus órgãos.
Peça à sua Presença do EU SOU e ao seu Santo Cristo Pessoal e aos anjos da chama violeta para sustentarem estas esferas de chama violeta à sua volta por todo o dia.
Reforce seu pedido fazendo periodicamente a visualização das esferas.
Faça a experiência com esta visualização e veja como ela faz você sentir-se.

7. Utilize a chama violeta todos os dias.
Um dos melhores momentos para você fazer seus decretos é de manhã cedo.
Você vai achar que, se você primeiro de tudo decreta pela manhã, seu dia corre muito mais calmo.
Você pode fazer uma requisição específica para a transmutação de qualquer problema, seja mental, emocional ou físico, com que você esteja trabalhando em sua vida.
Você pode trabalhar os relacionamento com seus amigos e entes queridos.


8. Use a chama violeta para curar registros de vidas passadas.
Depois de ter feito chama violeta por algum tempo, você pode achar-se lembrando de vidas passadas.
Lembrar-se de vidas passadas não é algo para ser feito de maneira irrefletida.
Quando você se torna consciente disto, o carma (positivo e negativo) daquela vida vem à superfície.
O carma negativo é como uma caixa de Pandora.
Uma vez que a abre, você vai querer arregaçar as mangas, passar seu tempo servindo à vida e fazer chamados aos anjos da chama violeta a cada dia para transmutar os escombros cármicos.
Pode levar no mínimo seis meses de concentrados decretos de chama violeta para balancear o carma de uma vida passada.
Isto é na verdade uma grande dádiva que nos é dada por Saint Germain.
Conforme você faz chama violeta, quadros de vidas passadas podem vir à sua mente.
Você pode ver-se conforme foi em idades há muito passadas.
Ou você pode ter apenas a impressão de ter estado num dado lugar ou tempo.
Se as lembranças forem penosas - e geralmente o são porque sua alma está clamando por resolução - você pode sentir tristeza ou pesar.
Mas você também vai sentir-se libertado porque sabe que, conforme faz decretos de chama violeta, estará transmutando os registros de seu carma passado.
Quando você se torna ciente dessas memórias, não tente suprimi-las.
Em vez disso, focalize sua atenção na luz do seu coração.
Imagine a memória sendo saturada com chama violeta até que a forma desapareça.
Então deixe sair a memória e deixe um brilhante sol branco substituí-la no olho da sua mente.
Você pode querer utilizar a visualização apagadora.
Toda vez que vir estas cenas, visualize um apagador gigante, como um apagador de quadro-negro, só que violeta, apagando o quadro.
Depois de fazer isso vezes suficientes, a memória deixará de ser penosa e gradualmente se desvanecerá do centro de atenção da sua mente.
Há dois elementos que você está transmutando quando usa chama violeta para lidar com registros cármicos passados.
O primeiro é o emocional e a memória anímica do evento que lhe está causando dor.
O segundo é a energia cármica que liga você àqueles que você feriu ou àqueles que feriram você.
Eu gosto de chamar isto de "causa, efeito, registro e lembrança" do carma, que inclui toda energia que você amarrou em pensamentos negativos ou sentimentos sobre o passado.
Registros de vidas passadas são como arquivos no seu computador.
Você precisa apagar os registros e memórias negativas para fazer espaço para o positivo.
Conforme você faz isso através da chama violeta, você está libertando a alma para alcançar níveis mais altos de existência.
A Psicoterapia dá a você chaves para entender a si mesmo e fazer melhores escolhas na sua vida.
Você pode se resolver com alguém que conhece, pelo fato de ter visto um registro negativo do passado e ter decidido torná-lo positivo nesta vida.
Quando você soma decretos de chama violeta e serviços para aqueles que você injustiçou, a ação combinada pode clarear a causa, efeito, registro e lembrança destes incidentes penosos.
E é somente ultrapassando estes registros que você pode clarear o caminho para sua alma receber novas oportunidades.
Você pode acelerar o progresso da sua alma nesta vida e assim tornar seu caminho mais rápido para a meta de união com Deus.
Cada vez que você equilibra o carma de uma determinada vida, seu Eu Superior pode revelar-lhe a próxima vida passada que você precisa tentar resolver - e a próxima, e a próxima.
É importante não se sentir sobrecarregado pelos registros negativos de uma vida passada.
Todos nós cometemos erros no passado ou não estaríamos aqui hoje.
Perdoe-se e siga adiante.
Seja grato por estar aqui e por ter a oportunidade de apagar estes registros com chama violeta.
Uma vez que tenha começado, mantenha-se a caminho.
Um passo começa a trilha de mil milhas.
Cada vez que você transmuta os registros de uma vida passada com chama violeta, você ganha um novo sentido da liberação da sua alma.
E pouco a pouco você vai constatar que está tomando o comando do destino de sua alma.


9. Expanda o escopo de suas invocações para incluir a limpeza dos escombros cármicos na sua casa, na sua vizinhança e no planeta.
À medida que você pratica direcionar a chama violeta para ajudar os outros, você pode começar a pensar na sua aura como uma fonte de chama violeta onde todos os que você encontra podem vir e beber.
Lembre-se de sempre ter chama violeta disponível para alguém que esteja precisando.
Não apenas a chama violeta dissolve seu próprio carma, mas também pode dissolver carma grupal ou planetário advindos de coisas como guerras ou injustiças acumuladas.
As pessoas têm diferentes experiências quando utilizam decretos de chama violeta.
Algumas repetem-nos diligentemente por meses antes que tenham qualquer confirmação de que os decretos estão funcionando.
Outros atingem resultados espetaculares já na primeira vez que abrem a boca.
Você pode trabalhar sua rotina de chama violeta com o seu Eu Superior.
Você pode acrescentar a chama violeta às suas preces diárias ou meditações, sejam quais forem.
Espero que você venha a conhecer a alegria de se tornar uma, das milhares de pessoas por todo o mundo, que transformaram suas vidas com este milagroso solvente - a mais alta dádiva de Deus ao Universo.

Produzido por THE SUMMIT LIGHTHOUSE PRESS

VAGALUMES



Vislumbrei, em plena noite, tuas lanternas fosfóreas --- meu pequenino vagalume.
E pasmei ...
Não do fulgor das tuas luzes --- mas da grandeza da tua presunção.
Achas que não há luz fora das tuas luzinhas?
Consideras tua cabeça, como única fonte de toda claridade?
Julgas que todo o mundo é tenebroso --- sem tua presença?
Sabes por que tão vivos te parecem teus "holofotes"?
Porque tão profunda é a escuridão que te cerca.
Não voasses de noite, não passasses o dia dormindo, meu ignorante vagalume --- verias no céu um luzeiro imenso ...
Contemplarias oceanos de claridades espraiados de horizonte a horizonte ...
Verias epopeias de cores derramadas por todas as latitudes e longitudes do mundo ...
Ouvirias os ares repletos de apoteoses aos raios solares ...
Sentirias o perfume das flores a incensar o trono de Deus
E tuas lanternas seriam antes trevas que luz ...
Vislumbrei em plena noite, tuas fosforescências cerebrais, humano vagalume.
E pasmei ...
Pasmei ao ver que ignoras tua própria ignorância.
O sábio sabe que nada sabe --- o ignorante ignora que nada sabe.
Saber o seu não saber é o princípio da sabedoria.
Ignorar a sua ignorância é fechar a porta a todo saber.
Aquilo é escola primária--- isto, analfabetismo completo.
Qual pequenina esfera lançada ao mar é o nosso saber no oceano do não saber.
Por isso, o sábio crê mais na sua ignorância do que na sua sapiência.
Desta, pode ele duvidar--- daquela tem plena consciência.
À medida que a ciência aumenta --- aumentam os pontos de contato com o mar da ignorância em que flutua a modesta esfera.
E, como o mar é imenso e a esfera pequenina, professa o ciente sincera humildade --- porque humildade é verdade.
E ascende-lhe na alma uma sede imensa de fé...
De fé na palavra de quem saiba o que ele ignora...
Uma fé para enriquecer a sua pobreza ...
Uma fé para encher com divina plenitude a sua humana vacuidade...
E eclipsam os fulgores solares as lanternas fosfóreas ...
Desperta o vagalume, do sonambulismo noturno.
Para a vigília diurna ...